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Jovem retorna de reunião com WVI sobre pós ODM e fala sobre a experiência
Uma cidade com muitos turistas, muitos asiáticos e imigrantes de países da América Latina, com regras de convivência e leis muito claras, um sistema de metrô que cobre o lugar de ponta a ponta, mas com estações sujas e descuidadas. Essas são algumas impressões do jovem José Sérgio Sobrinho, morador da comunidade Lins de Vasconcelos (RJ), sobre a metrópole Nova Iorque. Serginho voltou na última segunda (6) cidade mais populosa dos Estados Unidos, para onde foi a convite da Visão Mundial Internacional (WVI) representando a juventude da Visão Mundial Brasil nas discussões sobre o pós Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
“Ainda estou meio tonto da viagem, meio fora do ar. São realidades muito diferentes. Nunca imaginei ir para tão longe e participar pessoalmente de reuniões como essas. Foi tudo muito bom!”, conta o rapaz. Segundo a Diretora de Ministério Integrado, Maria Carolina da Silva, que também participou da reunião e acompanhou o jovem, os principais objetivos da reunião eram entender o processo pós ODM e construir a plataforma da VM ao redor deste processo, incluindo fortemente a participação de CAJs. “Por isso que, além de mim, representando o Brasil, convidaram o jovem José Sérgio, que garantiu a participação da juventude juntamente com outra jovem da Armênia. Participaram ainda membros do Centro Global, Escritórios de Apoio, Escritórios Regionais, Nacionais e convidados especiais externos”, disse Maria Carolina.
Ainda segundo a diretora, há duas principais teorias sobre o que deve acontecer após chegarmos a 2015, quando termina o prazo para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio: uma delas que propõe a revisão e extensão do prazo para os ODMs atuais e outra que defende que os ODM sejam reformulados, considerando os avanços até aqui e incluindo os temas que não foram contemplados satisfatoriamente nas ODM atuais, como Meio Ambiente, Governança, Contextos Frágeis/Emergência e outros. A WVI tem se posicionado a favor desta última.
“A VMB celebra o fato de o Centro Global estar se organizando e fazendo um esforço para se inserir nessa discussão antecipadamente e de estar considerando a participação dos grupos de CAJ’s com os quais trabalhamos. Reconheço que a VMB tem o que e como aportar ao processo consultivo da ONU (coordenado, no Brasil, pelo PNUD), desde que tenhamos apoio para fortalecer nossa influencia junto ao Governo e a estes mecanismos. Entretanto, observo que o pós 2015 deve ser visto pela organização como um processo através do qual trabalharemos os temas que já estabelecemos como prioridade e que não entre como um peso adicional ou como um projeto novo na agenda, que já é tão carregada”, diz Maria Carolina.
Além das reuniões com a WVI, o jovem José Sérgio apresentou o trabalho da VMB com jovens, a experiência com a Rio+20 e conversou sobre o pós ODM na ONU, Unicef, World Youth Alliance (Aliança Mundial da Juventude) e conheceu ainda a realidade de jovens da região do Bronx, onde a Visão Mundial tem atuação. “O Bronx é um lugar violento. Havia quatro meses que eles perderam um dos integrantes do grupo de jovens apoiados pela Visão Mundial por causa da violência. Passei uma tarde lá e vi as histórias dos jovens que tentam mudar a comunidade com uma atuação parecida com a do MJPOP. Nesse momento, me senti em casa”, contou Serginho. “Acredito que minha participação lá e os contatos que tive a oportunidade de fazer servirão bastante para os projetos com adolescentes e jovens da Visão Mundial Brasil”.
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