Nossa História

1950 - Criação da Visão Mundial

Em 1947, o norte-americano Robert Pierce, pastor e correspondente de guerra, ao visitar um orfanato na ilha de Xiamen (Estreito de Formosa - Taiwan), se sensibilizou com a situação de White Jade, uma criança órfã da guerra.

A professora alemã Tena Hoelkedoer, incapaz de cuidar da menina sozinha, pediu ajuda a Pierce, pois o orfanato não tinha condições de prover alimento para mais órfãos. Bob Pierce, como era conhecido, deu à professora seus últimos cinco dólares e fez um trato com ela: todos os meses enviaria a mesma quantia para ajudá-la a cuidar de Jade.

É nessa promessa que está a causa da Visão Mundial, fundada por Bob Pierce, três anos depois, em 22 de setembro de 1950. Após a Guerra da Coreia, Pierce teve a ideia de ajudar os milhares de órfãos através de doações mensais. Também na Coreia, em 1954, o primeiro escritório de campo da Visão Mundial foi fundado.

Nas décadas seguintes, a Visão Mundial expandiu seu trabalho pela Ásia, América Latina, África e Leste Europeu. Nos anos 1970, ao perceber que o apadrinhamento tradicional não atacava as causas da pobreza, a Visão Mundial implantou o modelo de desenvolvimento comunitário e de assistência humanitária em situações de emergência, que vem sendo constantemente aprimorado até hoje.


VisaoMundial

1975 - A Visão Mundial no Brasil

A Visão Mundial chegou ao Brasil em 1975, 14 anos após iniciar o apadrinhamento de crianças no país. Belo Horizonte (MG) recebeu o primeiro escritório da organização e era responsável pela supervisão da maioria dos trabalhos realizados na América do Sul. Em 1982, foi instalado o segundo escritório, dessa vez em Recife (PE).

 

Com o propósito de lutar contra a vulnerabilidade das comunidades, com foco na infância, a Visão Mundial já alcançou resultados expressivos em território brasileiro, contribuindo para a redução do índice de mortalidade infantil em dez vezes.

 

A organização levou acesso à educação complementar e oportunidades de formação para as crianças e adolescentes, além de contribuir com o desenvolvimento da comunidade. A exemplo disso estão a revitalização de agroflorestas, que refletiram na melhor alimentação das famílias, assim como das condições ambientais e climáticas. Em regiões semidesérticas, cisternas e barragens foram construídas para fornecer água potável aos moradores, com impactos positivos para a saúde e desenvolvimento de atividades agropecuárias.

 

A Visão Mundial ainda atua em emergências e na reabilitação de populações afetadas por tragédias climáticas. Além disso, o trabalho social é estendido à articulação junto aos governos, empresas e outras organizações para enfrentar os problemas vividos pelas crianças, adolescentes e, também, por suas famílias, como exploração e conflitos armados.

 

O principal desafio, no Brasil, é incluir crianças e adolescentes em programas de desenvolvimento, tirando-as de situação de alta vulnerabilidade, em linha com o trabalho mundial, realizado em parceria com a subsidiária microfinanceira Vision Fund International, que conta com 50 mil colaboradores em cerca de 100 países.