ENCONTRE UMA CRIANÇA
PARA APADRINHAR


0300 788 7999






Redes de Desenvolvimento - Gol.d


O projeto Redes de desenvolvimento é uma iniciativa que visa reduzir o nível da pobreza através de geração de oportunidades e aumento da renda das famílias brasileiras no Nordeste e no Estado de Minas Gerais. O Gol.d – Grupo de Oportunidades Locais e Desenvolvimento – é a principal metodologia do Redes. São grupos de 10 a 20 pessoas da mesma rua e do mesmo bairro que se reúnem, semanalmente, com o objetivo de discutir os problemas e as dificuldades do grupo e de sua comunidade, buscando soluções para superar a pobreza por meio da solidariedade e da troca de experiências.

A metodologia GOL.D é baseada no modelo do Self-Help Group (SHG), desenvolvido no sudeste da Índia pela Hand in Hand (HiH), organização não governamental de microfinanças. Os SHG ajudam as comunidades a gerar renda, ao mesmo tempo em que atendem os mais pobres da sociedade com financiamento, educação empreendedora, alfabetização e serviços de microfinanças.

O coordenador do projeto Redes de Desenvolvimento pela Visão Mundial, Edson Marinho, conta que a metodologia Gol.d “É uma metodologia de mobilização social, concessão de crédito e desenvolvimento de negócios. Temos todo o interesse de disseminar e compartilhar esse conhecimento”, explica. Instituições de microfinanças, operadoras de microcrédito, cooperativas de crédito de MPE e empreendedores, cooperativas de crédito de base solidária, bancos do povo municipal e estadual e associações de apoio ao desenvolvimento local, entre outros interessados, podem se beneficiar da metodologia e fortalecer o projeto.

A metodologia de desenvolvimento do Gol.d prevê a realização de reuniões semanais, e a cada encontro são introduzidos temas como democracia, organização social, igualdade e transparência. À medida que o grupo vai amadurecendo, começam a ser discutidas questões básicas sobre montagem de pequenos negócios e empreendedorismo. Antes da oferta de serviços financeiros é feito todo um processo de desenvolvimento humano e de cidadania, comunitário e local. Tudo orientado por facilitadores capacitados na metodologia. É um processo que valoriza e potencializa as capacidades locais já existentes. "É um processo de empoderamento das pessoas", diz Edson.

A pessoa, grupo ou instituição empoderada é aquela que realiza – por si mesma – as mudanças e ações que a levam a evoluir e se fortalecer, já dizia Paulo Freire, educador brasileiro. Os empreendedores se fortalecem e percebem que juntos podem realizar melhor as mudanças necessárias para seu desenvolvimento. O acesso ao crédito é coletivo, assim como o aval. Se um integrante do grupo não paga, todos discutem como ajudá-lo a honrar o pagamento. Os caminhos encontrados para resolver essas situações são muito interessantes. Os grupos fazem rifas, bingos, quermesses.


Poupança
Além da concessão do microcrédito, o trabalho estimula nos empreendedores o hábito de poupar. É a iniciativa da poupança em grupo. Mais do que uma forma de juntar dinheiro, a poupança é um recurso que educa ao contribuir para a organização do grupo, o planejamento de longo prazo e o estímulo ao uso de serviços bancários. Para organizar a poupança o grupo define, informalmente, o tesoureiro, faz reuniões para coletar o dinheiro, combinar o depósito e prestar contas. Pode ser um real por semana. O importante é desenvolver a atitude de poupar, planejar. De pensar o futuro.

Solidariedade, um conceito complexo
Na proposta de formação de Gol.ds a questão da solidariedade funcionou, ao menos durante o projeto-piloto, a partir da percepção concreta da maximização dos recursos quando as pessoas estão envolvidas em grupos locais. A solidariedade, portanto, não é intrínseca às pessoas, mas, nesse caso, percebida como necessária. Há um pragmatismo presente (e que pode ser aproveitado) nesse tipo de comportamento. No caso da poupança, o grupo exerce uma espécie de pressão solidária e coletiva, levando a comportamentos não tão fáceis de ter quando se está fora dos grupos. Como disse uma das componentes do Gol.d: “difícil é poupar em casa”. O estímulo à formação de grupos de vizinhos (pessoas com condição socioeconômica na maioria das vezes semelhante) e os estímulos passados nas capacitações iniciais, nas dinâmicas de grupo, favorecem a compreensão de que o pouco que se consiga fazer, seja em termos sociais, seja em termos econômicos, continua sendo pouco para pessoas sozinhas, mas há um ganho de escala quando as pessoas estão junto de outras.

Resgate do associativismo
Os Gol.ds, da forma como são estruturados, permitem a convivência entre familiares e vizinhos, incentivando a formação de grupos. Há pessoas que não participam diretamente das reuniões, mas ficam no entorno no momento em que estas acontecem, observando e ouvindo o que estão fazendo as pessoas aglomeradas. Nesse aspecto, a metodologia ajuda a resgatar antigos costumes, como conversar à porta de casa e fazer reuniões, que muitas vezes vêm sendo apagados por hábitos provenientes de épocas mais recentes (como ver televisão, por exemplo). Nas comunidades, as reuniões grupais podem representar a retomada dos trabalhos em grupo em contextos em que a desmobilização é a tônica, e o descrédito nas associações, sindicatos e projetos socioeconômicos coletivos é quase generalizado. O Gol.d, nesse cenário, cumpre, portanto, um papel de contraponto ao panorama associativo vigente.

Saiba mais

O Redes de Desenvolvimento é parte do Programa Sebraede inclusão Financeira, que objetiva “ampliar o acesso ao crédito, produtos e serviços fi nanceiros por meio de estratégiase mecanismos inovadores de disseminação, análise e concessão de garantias e fi nanciamentos para populaçõesempresariais de baixos ingressos”.Seis projetos integram o programa Sebrae de inclusão Financeira:

  • Apoio à Estruturação de Sociedades de Garantia de Crédito
  • Soluções Coletivas para a maioria – parceria com o Banco do Brasil e Banco interamericano de Desenvolvimento (BID)
  • intercâmbio de Boas Práticas e Governança entre Cooperativas de Crédito de mPE e Empreendedores
  • Formalização de Empreendedores individuais Clientes de instituições de microfinanças
  • Redes de desenvolvimento
  • Melhores Práticas de inclusão Financeira – parceria com o Banco Central e a Associação Brasileira de instituições financeiras de desenvolvimento (ABdE).

 

Projeto economia Viva – um programa de incentivo ao desenvolvimento do comércio local

O Economia viva é um projeto na área de desenvolvimento econômico que tem foco nas mulheres com idade entre 25 e 60 anos, líderes de famílias monoparentais, excluídas do mercado formal, produtoras autônomas, artesãs e jovens com idade entre 16 e 24 anos, desempregados, produtores e artesãos. Esse público é trabalhado nos princípios da economia solidária para efetuar suas comercializações.

O Economia Viva promove a realização de feiras solidárias no espaço comunitário. Além de incentivar a criação de negócios, a feira é uma opção de lazer e distração da comunidade: “A comunidade vive ao léu, cheia de lixo e desgraça. A feiratrouxe a autoestima de volta; a gente se sente mais alegre. Participo do Economia Viva e
participo do Gol.d, que ajuda a resgatar essa alegria. Hoje nós conversamos, compartilhamos nossos problemas nas reuniões. Voltamos a sonhar e a pensar no futuro, conta Maria Zilma Lima, moradora do Terral.